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TUMBLING
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Autoconfiança na Ginástica
A autoconfiança forma-se ao longo da vida, é o fruto principal da interpretação das experiências próprias, isto quer dizer que, no caso de ginastas, que tenham o mesmo nível físico, técnico, táctico e que tenham tido os mesmo resultados desportivos, não terão necessariamente o mesmo nível de confiança no seu desporto, sendo que, este dependerá da interpretação que tenham realizado dos mesmos.
Ter
confiança não garante que se ganhe ou se tenha um rendimento de 100%, no
entanto é importante tê-la para executar adequadamente o trabalho no ginásio.
Ter
autoconfiança é ter uma expectativa realista sobre o que se pode conseguir, e
isto não está relacionado com o que o ginasta espera fazer, e sim com o que de
forma realista espera fazer. O nível de confiança que tem o ginasta de si
mesmo sobre suas possibilidades de conseguir e resolver diferentes situações
no seu desporto, afecta os níveis motivacionais, o gasto energético, as emoções,
pensamentos positivos, habilidade de concentração, capacidade de luta/esforço,
habilidade de manejo da pressão, resistência física e possibilidade de lesões.
Um
ginasta com autoconfiança normalmente fixa objectivos altos, atua melhor nos
momentos mais difíceis, atua diante das adversidades com melhor capacidade (LOHER,
1991) e algo importante, é acreditar em suas capacidades para adquirir as
destrezas e a competência necessária, tanto mental como física.
Cada ginasta é único no sentido de seu nível óptimo de autoconfiança, e os problemas com o rendimento podem surgir tanto com um grau escasso de confiança, como quando esta é excessiva.
Falta de confiança
Na ginástica, muitos desportistas têm a capacidade necessária para desenvolver com grande qualidade a sua modalidade, mas a falta de confiança nas suas capacidades é um ponto crítico. Por exemplo, uma ginasta que realiza numa série de Tumbling uma ligação tempo / flic ou tempo / mortal, falha a sua execução e cai, diante disto é muito provável que, caso na próxima série existam as mesmas ligações, este torne-se vacilante e mais cauteloso, o que gerará automaticamente dúvidas em sua eficácia.
Quando a
dúvida na capacidade do desportista está presente, o rendimento fica
comprometido: cria ansiedade, rompe a concentração e provoca indecisões.
Excesso de confiança
Os
ginastas com excesso de confiança vivem numa falsa máscara de segurança em si
mesmos, e em muitas ocasiões o rendimento baixa por que eles acham que não
precisam de se preparar tão exaustivamente para realizar uma dada tarefa.
Ter confiança
O ter confiança caracteriza-se por umas expectativas elevadas (realistas e objectivas) e ajuda o ginasta a se sentir seguro de si mesmo. É mais provável que se mantenha tranquilo e relaxado em condições de pressão, estado mental e corporal que lhe permitirão ser mais enérgico quando o resultado de uma competição está todavia em jogo. Outros pontos importantes nos quais sai beneficiado um desportista confiante são:
· Concentração: já que a mente está livre de preocupações, pressões externas, etc.;
· Objectivos: mantêm a busca do objectivo, lutando todo o tempo para alcançá-lo e chegar à obtenção do potencial máximo;
· Esforço: se está confiante, permite desenvolver mais esforço na realização de quantidade, duração e qualidade;
·
Estratégia:
o desportista confiante aceita os erros e acertos, assumindo o controle da
competição com o objectivo de colocar-se em vantagem;
· Luta (ímpeto): é não ceder, já que abordam situações difíceis como se fossem desafios e reagem a estes, com uma resolução maior.
Um dos conceitos muito ligado à autoconfiança é a auto-eficácia (BANDURA).
A auto-eficácia parte da distinção conceitual entre expectativas de eficácias, que se define como a crença de que um é capaz de executar com êxito um determinado comportamento requerido para obter um determinado resultado; e expectativas de resultados que é a crença de que um determinado comportamento será seguido de uma determinada consequência. Importante é não confundir este factor, com o resultado desportivo já que este se refere ao resultado desportivo em si e não às consequências deste. Exemplos de expectativas de resultados são: fama, reconhecimento, etc.
Ambos os tipos de expectativa são antecedentes da acção e actuação e actuarão como motivadores e guias cognitivos da acção, como determinantes da escolha das actividades, do esforço, da persistência, nas actividades escolhidas, nos padrões de pensamento e nas respostas emocionais. BANDURA indica-nos que as expectativas tanto de eficácia como de resultado provêm de diferentes origens:
- As próprias
vitórias no passado: se as experiências passadas têm uma continuidade de êxito,
então aumenta a expectativa de auto-eficácia e se são fracassos, baixará. Se
o ginasta tem autoconfiança tende a considerar-se responsável pelos fracassos
ou fatores externos, a um esforço insuficiente de sua parte ou a falta de
estratégia adequada.
- A observação do comportamento dos demais: o desportista observa a outros desportistas e começa a formar modelos de atuação que lhe permitem acreditar que eles podem vencer a mesma execução. É importante considerar o nível competitivo do modelo.
- A persuasão verbal: é a informação que se recebe de fora, é mais difícil que as anteriores e tende a ser menos impactante para aumentar a expectativa, no entanto, é muito poderosa para diminui-la. Por exemplo, não se pode exigir que o desportista saiba que é capaz de estar concentrado durante toda a competição, sem nunca ter estado e/ ou se nunca tenha treinado para ela.
- A
auto-percepção do estado fisiológico do organismo: refere-se ao estado de activação
do desportista, isto é, que se o desportista percebe que se encontra superactivado
é muito provável que diminua a sua expectativa de auto-eficácia.
Conclusão
Como
se viu, estes dois processo, tanto da autoconfiança como a auto-eficácia são
até certo ponto determinantes dentro da prática da ginástica devido ao grau
de complexidade da mesma. Portanto o trabalho nestas, deve implicar na criação
de estratégias muito práticas, sensíveis e objectivas para as fortalecer e
incrementar. Estas estratégias deverão estar estruturadas com aspectos técnicos,
estratégicos, físicos e psicológicos, desenvolvendo-se fundamentalmente nos
treinamentos.
A psicologia pode apoiar com técnicas como: reforços positivos e negativos, exercícios com custo de resposta, estabelecimento de metas para execuções complexas ou rotinas, controle da activação e aprendizagem do relaxamento para início e descansos entre exercícios, visualização como apoio ao aprendizado da técnica e fixação da rotina. Apoio com auto-diálogo positivo e reestruturação cognitiva para a troca de crenças, entre outras.
Bibliografia
Balaguer
Isabel, Entrenamiento
psicológico en el deporte, Editorial albatros Educación, Madrid, España,
1994.
Adaptado de um artigo feito por: Elsa Chincoya

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